Você tem quase tudo
Quase tudo que lhe basta
Eu carrego em meu nome
A fome que me devasta

Você tem quase tudo
Quase tudo que o sacia
E sua fala, feito bala
Não me cala, silencia

Você tem o veneno na ponta da língua
Ódio cego cresce em sua alma
Feito íngua

Se o mundo não for seu
Não será mais de ninguém
Se o mal é meu
É seu também

Se o mundo já foi de Deus
Hoje deve ser de alguém
Se pertence aos seus
Aos meus também

Você tem tudo
Quase tudo em sua mão
Voz e vez e mais escudo da razão

Mas você não sabe fazer canção
Mas você não sabe fazer canção
E você não sabe...

Você tem quase tudo
Quase tudo que lhe basta
Eu carrego em meu nome
A fome que me devasta

Você tem quase tudo
Quase tudo que o sacia
E sua fala, feito bala
Não me cala, silencia

Você tem o veneno na ponta da língua
Ódio cego cresce em sua alma
Feito íngua

Se o mundo não for seu
Não será mais de ninguém
Se o mal é meu
É seu também

Se o mundo já foi de Deus
Hoje deve ser de alguém
Se pertence aos seus
Aos meus também

Você tem tudo
Quase tudo em sua mão
Voz e vez e mais escudo da razão

Mas sou eu quem sabe fazer canção
E você não sabe fazer canção
Mas você não sabe fazer canção
Mas você não sabe...

Carcará

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