Ela acordou com o som da BR 40
E desembestou a falar sobre os anos 90
E das cores que ela viu da janela
E da sombra que fugiu pelas pernas
E agora quer ser dela de novo
Deslizou sobre o taco, tonta e nua
E feito um canteiro de obras debaixo da lua
Curte guardar uma arte que não conhecemos
Quer andar cantando mais e tuitando menos
Talvez dar no pé daqui, mundo afora
Largar sombras por aí
Mas agora deixa, que é bom sangrar de novo
Maria canta e perde o cerne da tristeza
Mas deixa uma preza pra não se perder de si mesma
Maria faz vento demais
Raiz de três
Perde, outra vez, o sono
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