Fora do círculo, liberto o olhar
Da lei criada para normalizar
Reflete o brilho da ideia que é nova
Distante vê de fora da cova
Fazem-se pactos na penumbra
Pra lá do voto que os legitima
E a transparência tão apregoada
Apenas serve os que estão lá em cima
Vulgo vulto, escondes-te no escuro
Sede insaciável, maldade implacável
Vulgo vulto, cancro que alastra
Semeias terror, na terra já gasta
Máquina fria, indiferente
Segue esmagando tudo à sua frente
Velhos interesses sempre se protegem
Conspiram na sombra do mundo que regem
Crónicos péssimistas, loucos alarmistas
Vaticinam tragédias, imaginam verdades
Hospícios os livram de ser terroristas
Pastam os rebanhos dentro das cidades
Pastam dentro das cidades!
Vulgo vulto, escondes-te no escuro
Sede insaciável, maldade implacável
Vulgo vulto, cancro que alastra
Semeias terror na terra já gasta
Semeias terror na terra já gasta
És cancro que alastra
Semente nefasta
Semeias terror na terra cansada
És pai desta guerra
Que gira em torno do nada
Vulgo vulto
És vazio que alastra
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