Sei que me convém os pés no chão
Os olhos sem se abrir demais
A sorte pouca e justa enfim
Sei alimentar o sonho em minha voz
Que não consente a própria vaidade de existir

Quanto desacato ao simples querer
Eu devo dizer
Eu guardo o mundo em mim

Sem saber por onde posso andar
Por onde começar
Eu vejo
É tão difícil desistir
Posso acreditar?
Devo acreditar em que?

Quanto desacato ao simples querer
Eu devo dizer
Eu guardo o mundo em mim

Quanto desacato ao simples querer
Eu sinto dizer
Eu guardo o mundo em mim

Comments (0)