Vamos na mecha
Como uma flecha
Passam as brechas
Desta zona temperada
Pelo gelo da geada
Em vez de trompas e clangores
Roncam motores
Pros rujadores
Os cabos sangram de atenção
Aço, cimento e alcatrão
Os reatores
Não há fronteira leste-opoente
Na travessia
Meu continente
Ai como eu ia
Santa Maria
Sobem calores
Dos radiadores
Crescem clamores
De cilindros e pistons
Matracando em semitons
Os cavalos, as cadelas
Batem bielas
Estalam panelas
Lançam os grunhidos
À cambota
Toda a engrenagem
Gabalhota
Pelas janelas
Não há fronteira leste-opoente
Na travessia
Meu continente
Ai como eu ia
Santa Maria
Prego a fundo
Prego a fundo
Quase a abraçar o azul profundo
São granito os céus infinitos
Quase a passar p'ro outro mundo
Prego a fundo
Prego a fundo
Quase a abraçar o azul profundo
São granito os céus infinitos
Quase a passar p'ro outro mundo
Prego a fundo
Faltam os freios
Os servofreios
Nestes anseios
Saltam válvulas, vapores
Da cabeça do motor
E eu já quase nada via
Olha a quantia
De álcool em mim ia
Aos solavancos da nortada
Foi gloriosa a minha entrada
Um destes dias
Não há fronteira leste-opoente
Na travessia
Meu continente
Ai como eu ia
Santa Maria
Prego a fundo
Prego a fundo
Quase a abraçar o azul profundo
São granito os céus infinitos
Quase a passar p'ro outro mundo
Prego a fundo
Prego a fundo
Quase a abraçar o azul profundo
São granito os céus infinitos
Quase a passar p'ro outro mundo
Prego a fundo

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