A Firma – África Lyrics

Mãe África - A Firma

África mãe do mundo,
África Mãe... Vive para sempre,
África mãe do mundo,
África Mãe...

África, Mãe, feriram o seu coração
Fácil mão-de-obra, sequestro, morte e escravidão
Filhos órfãos de pai, e da senhora mãe
Que seus ensinamentos e crenças nos acompanhem
Mãe, o quanto a senhora chorava
Quando um filho seu se suicidava, ao mar se jogava
Ou cometia o temido banzo
Sou um bisneto seu, descendente bantu
Malcom X, Luther King, Steven, Beagle
Mandela, Zumbi, Bimba, seus ilustres filhos
Que abandonaram seus braços e sua proteção;
Para levar aos negros do mundo auto-valorização.
Auto-estima, amor, respeito, consciência, atitude,
Suas cores no sangue, amor a negritude.
A História tenta omitir que somos filhos seus
África Mãe, mesmo tão longe, nunca lhe dei 'adeus'.

África mãe do mundo,
África Mãe... Vive para sempre,
África mãe do mundo,
África Mãe...

Os elos da corrente, ainda marcam nossos punhos,
E os capitães da mata insistem em parar nosso avanço ao futuro.
Moçambique, Palmares, Angola, Zâmbia,
Mas filhos renegados seus não dão importância,
Ao maculelê, a feijoada. Coisas que pela senhora foram descobertas,
Abertas a outras culturas, Mãe piedosa mesmo a sofrer com a escravatura,
Nosso deus, jesus, alá negro,
Ainda bem que não lhe ensinou o que é o preconceito,
A senhora nos ensinou que somos todos iguais,
Jamais diferentes de cor e classes sociais.
Mas, a senhora sofre com o apartheid,
Separar o que? pra que? porque?
Isso pra mais me fazer sofrer,
Mas apesar de tudo a senhora nunca irá morrer.

África mãe do mundo,
África Mãe... Vive para sempre,
África mãe do mundo,
África Mãe...

País de negros. Belos e Rebeldes,
Quebrou correntes, ganhou a liberdade...
País de negros. Belos e Rebeldes,
Quebrou correntes, ganhou a liberdade...

África mãe do mundo,
África Mãe... Vive para sempre,
África mãe do mundo,
África Mãe...

Por muito tempo seguimos o mesmo caminho,
lembranças tristes, senzala, casarão, pelourinho.
O sr. branco sempre rejeitando seu filho,
negrinho, mulato, moreno, escurinho.
mesmo sendo maioria, na hora do castigo estava sozinho.
Até a hora que fugiram pro quilombo,
Cansados de serem chicoteados, amarrados no tronco.
Cansados de não pensar em briga,
formaram o exercito da serra da barriga.
Mas, se liga. A coisa não mudou muito e a parada é daqui pra frente.
tirando a corrente e o tronco a situação não é muito diferente.
o que era quilombo hoje é chamado favela,
o conceito de igualdade para o povo já era.
a policia mata de um lado o governo bate do outro.
e a gente sempre acorda com a corda no pescoço.
Mas, calma ai seu moço, pra que o desespero,
o giz é branco mas não escreve sem o quadro negro.
a alta sociedade esta por baixo,
porque quem sempre esteve por baixo hoje esta por cima.
se aprimorando, se informando, mandando sua rima.
Eu não sei tudo, mas tudo que sei é verdadeiro,
e sei que vovó não quer casca de coco no terreiro.
Pra não lembrar do tempo do cativeiro.
Mas ai, se engana quem pensa que eu quero vingança,
eu quero é seguir em frente com meu povo pois deus é a única liderança.
aqui quem fala é Thaide, sinônimo de esperança... Falei

África mãe do mundo,
África Mãe... Vive para sempre,
África mãe do mundo,
África Mãe...
África mãe do mundo,
África Mãe... Vive para sempre,
África mãe do mundo,
África Mãe...

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